Segue o relato da realização da viagem planejada no post anterior... será que deu tudo certo?
Depois dessa "foto de partida", mais alguns ajustes na bagagem e pelas 6:30 deixamos o portão de casa em São Paulo, SP rumo a Foz do Iguaçu, PR.
V-Strom 650 com carga total e por toda parte - só falta nós sobre ela:
Rodovia Presidente Castelo Branco! Tapetão!
Já depois da Castelo, começa a chatice de inúmeros pedágios onde as motos também são "convidadas a contribuir" :-( Apesar das estradas continuarem boas, há o enorme inconveniente do tira-bota luvas, deixa cair moedas, pisa no óleo dos caminhões, etc.
Em Maringá-PR fomos recebidos pelo novo amigo Hermes. Ele ficou sabendo da nossa viagem no fórum http://www.motoscustom.com.br/ e nos convidou para um tour por Maringá que não conhecíamos. Ele nos recebeu maravilhosamente bem, rodamos alguns kms juntos na estrada e de quebra nos mostrou a cidade de Maringá. Pudemos ver como esta cidade é bonita, arborizada, bem cuidada. Há obras que não se vê normalmente, como uma enorme linha de trem subterrânea – muito interessante. Conhecemos também a linda catedral de Maringá! Uma obra muito diferente e bonita.
Obrigadão Hermes!
Guilherme a esquerda, Hermes a direita:
O Plano inicial era dormir em Maringá, mas tínhamos muitas horas de sol, e resolvemos seguir até Cascavel que nos recebeu novamente com um maravilhoso pôr do Sol. Pelas 18:30 h estávamos chegando ao hotel para um merecido descanso desse primeiro de estrada.
No dia seguinte, seguimos cedinho para Foz do Iguaçu. Largamos as coisas no hotel e partimos para a Argentina. Não conhecíamos as cataratas do lado de lá. Na foto abaixo aparece um pedacinho do Brasil verde e amarelo quando cruzamos a ponte que leva as terras de los hermanos.
O Parque no lado argentino é muito grande - veja no mapa da foto. Segundo uma guia são necessários dois dias para um visita completa, mas passamos poucas horas apenas e só foi possível conhecer a Garganta del Diablo - um espetáculo que já valeu os 70 pesos para cada + 12 pesos do estacionamento para moto + R$ 5,00 de gorjeta para o zeloso vigilante do estacionamento.
É preciso trocar alguns R$ ou USD por pesos no Free-Shop logo antes da aduana argentina. Para entrar no parque só aceitam pesos, mas lá dentro aceitam R$ e USD porém com uma taxa de conversão muito ruim (para nós é claro).
Entrada para as passarelas da Garganta del Diablo - Importante! Não faça como a gente que na pressa de sair do hotel esquecemos o repelente e o protetor solar.
No parque, próximo a estação do trenzinho que leva até a Garganta del Diablo, conhecemos o Christian - um barista de mão cheia que faz mágica com a máquina de café. Nos preparou um café espetacular. Para quem gosta, recomendamos uma paradinha lá.

Na saída do parque, ficou a certeza de que retornaremos, porém dedicando no mínimo um dia inteiro para conhecer todos os recantos deste bonito lugar.
Os hermanos argentinos são super atenciosos e sabem como tratar muito bem os turistas.
Este é o free-shop argentino. Foi eleito por dois anos o melhor shopping de fronteira do mundo. Mas me pareceu pequeno e com poucas opções de lojas e produtos. Pelo que vi o forte é a venda de bebidas alcoólicas. Fizemos um lanchinho muito ruinzinho lá. É aqui que há uma casa de câmbio para se "comprar" pesos. Para entrar no parque ou abastecer na Argentina só é aceito pesos.
Visitamos novamente Itaipu - Desta vez optamos pelo passei mais curto / rápido. No ano passado fizemos a visita completa, que dá direito a entrar na barragem de concreto e ver todas as instalações. Recomendamos o passeio longo par aquem for lá pela primeira vez.
Voltamos lá principalmente porque as comportas do gigantesco vertedouro estavam abertas desta vez. Isto é raro, pois acontece em somente cerca de 30 dias por ano. É um espetáculo que vale a pena ver.
Fomos pela primeira vez a Ciudad del Este no Paraguai. O principal objetivo era comprar finalmente a câmera GoPro HD Hero - aquela que pode-se colocar no capacete. Eu queria comprá-la a muito tempo, mas aqui em Sampa estava muito cara. Agora me agüentem com as centenas de vídeos que vou colocar no meu canal do Youtube! :-)
Ciudad del Este é o que se vê na foto abaixo, mas o que se sente lá é muito pior. Gostaria muito que os $$ que gastei nesta cidade fossem realmente para aquele povo pobre que mora e circula por essas ruas, mas aparentemente poucas pessoas ficam com os lucros daquele paraíso do consumo de bugigangas.
Saindo de Foz, finalmente fizemos uma coisa que queríamos há muito tempo. Viramos a direita nessa placa e apontamos a moto em direção ao nosso querido Rio Grande do Sul - Finalmente iríamos de moto até Porto Alegre, nossa cidade natal. Um plano que tínhamos em mente desde que voltamos a andar de moto.
Dormimos na aprazível Erechim, RS onde ficamos muito bem acomodados no apto da Mano. Foi um ótimo descanso depois de uma trecho longo e cansativo.
Até chegar lá rodamos por estradas que não podem ser comparadas aos "tapetes" de SP. Não estão assim tão ruins, mas o problema são buracos espalhados aleatoriamente no asfalto durante o percurso, que não permitem deixar você relaxado. Atenção 100% do tempo quando se anda atrás de algum caminhão ou automóvel, pois se não desviar de alguns buracos é um pneu a menos e conseqüentemente muita dor de cabeça.
Em Porto Alegre uma visita aos queridos amigos Krug e Simone, que não víamos a mais de uma década.
O Krug ainda mantém no seu verdadeiro museu de motos a primeira moto que pilotei na vida - a Honda cinquentina abaixo. Foram momentos muito legais recordando uma ótima fase da vida.

Aqui já estamos voltando para casa, mas ainda no RS. Numa manhã fria, de nevoeiro denso, partimos pela Free-Way de volta para Sampa.
Outro sonho planejado e realizado: Rodar na Famosa Serra do Rio do Rastro em SC. Subimos os 1450 metros da serra aproveitando cada uma das 156 curvas, coisa que todo motociclista brasileiro deve ter no currículo - é um show!
Escolha abaixo uma das versões de vídeo da nossa subida a Serra do Rio do Rastro. As duas mostram todo o percurso, porém o primeiro está em velocidade normal, portanto dura uns 22 minutos. Já o segundo vídeo está acelerado em 4 x para uma bem visualziação bem rápida, se preferir, da emocionante subida.
A idéia inicial era voltar, descendo a Serra, mas sempre ouvimos dizer que a estrada passando por Urubici era outra boa pedida, então seguimos em frente, deixando a descida da SRR para uma próxima vez. É bom deixar sempre alguma coisa para a "próxima vez" - é uma ótima razão para voltar a lugares que nos deixam boas recordações.
Depois de rodar pela bela serra catarinense - estradas sem trânsito quase o tempo todo, voltamos a BR 101 já em Florianópolis, onde passamos por um comboio de motos da Argentina rumando para o Sudeste ou sabe-se lá para onde. Tradicional troca de acenos e fotos, paramos para abastecer e não os vimos mais.
Já na serra paranaense, algumas placas interessantes para os motoristas de caminhão! Muitas curvas, muitas marcas de acidentes com esses pesados veículos.
No PR passamos apenas pela entrada da Estrada da Graciosa. Já passamos por lá umas três vezes e recomendamos muito a descida pelo menos até Morretes. Além da emocionante estrada, no final você pode saborear o tradicional Barreado - delicioso prato da região. Neste ponto acabaram-se as baterias das nossas duas máquinas fotográficas. Então o resto ficou apenas na nossa memória (para sempre!).
Depois da chegada em casa, ao conferir o hodômetro... foram 3642 km em 11 dias. Como o plano era percorrer 3300 km em 14 dias, nosso passeio foi maior e mais rápido, sinal de que já podemos planejar mais quilômetros em menos tempo, sem deixar de aproveitar cada milímetro de estrada.
Abaixo o percurso realizado. Muito parecido com o do plano inicial, porém com recordações, emoções e conhecimentos que não poderíamos jamais ter planejado. Toda viagem é assim. Você sempre volta "um pouco mais" do que era quando partiu. A certeza é que se quer voltar o mais rapidamente possível para a estrada, então eis que chega a hora de planejar mais um sonho, mais uma viagem.

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